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#infográfico Conceitos Geográficos

A cerca de dois anos atrás a Professora Terezinha deixou o seguinte comentário:

Jonas.
Sou professora da rede estadual do Parana, li seu texto sobre a Lana e gostei muito da forma como escreveu. Participo do PDE e gostaria de saber se dispõe de fotos que pudesse me ceder. As imagens devem estar relacionadas com as categorias geográficas. Penso que seria interessante imagens de pobreza, riqueza, paisagens diversificadas. Sugestões serão bem vindas e como estudante acho que vc poderia me ajudar.
Um abraço
Terezinha.

Naquele momento eu não tinha nenhuma imagem diferente daquilo que encontramos na internet (que são de qualidade), não conhecia muitos blog’s e sites com excelentes materiais didáticos e, principalmente, não consegui atender adequadamente ao pedido (por isso, peço desculpas).

RECOMENDADO: Revisão Geral de aprendizagem: Conceitos básicos de Geografia I (Blog da Professora Marli Vieira)

Conceitos Geográficos # 1º ano (Blog Geocontexto)

Há certo tempo venho pensando em uma proposta de sintetizar as definições acerca dos conceitos geográficos levando em consideração alguns exemplos do cotidiano dos alunos e o que me veio a cabeça foi a construção do infográfico abaixo. Caso queira, você pode baixar ele em formato .pdf.Conceitos geográficos

Discorda de alguma definição demonstrada na imagem acima? tem alguma sugestão para melhorá-lo? Aplicou algo semelhante em sala de aula? Sua opinião é muito importante!

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Seguindo a série de post’s relacionados à temática acerca dos conceitos geográficos no decurso histórico geográfico, esta postagem tem o objetivo de destacar como estes conceitos se mantiveram frente ao processo de renovação da ciência geográfica.

Os geógrafos da Nova Geografia atribuíram à região a conceituação de ser originária a partir de questões de classificação ou “taxonomia espacial” (Corrêa, 1997, p. 50). Segundo Carvalho (2002, p.6), como fruto da influência Neopositivista, a análise regional desta corrente é isenta da historicidade, visto que a mesma provém da crítica ao Historicismo da Geografia Tradicional, em especial dos conceitos de La Blache.

Geografia pragmáticaAssim sendo o reducionismo naturalista é dominante, e, têm na metodologia do uso de dados estatísticos seus principais recursos. Talvez isso explique suas outras denominações: Teorética, Quantitativa e Pragmática.

Esse paradigma epistemológico vê a região reservada com um caráter de classificação, agrupamento, subsidiada por técnicas estatísticas sofisticadas, e por uma linguagem mais burocrática e rica. Aliada a esta maneira de ser ela é amparada por grandes teorias e dados estatísticos, tendo por consequência, o afastamento do trabalho de campo. Por esse motivo muitos autores afirmam que a Nova Geografia representou apenas uma nova maneira de manter a ideologia burguesa dominante até então.

De acordo com Corrêa (2003), a Nova Geografia definiu região como um conjunto de lugares onde as diferenças internas são menores que a existente entre eles e  outros lugares. Originada sobre as bases teóricas do positivismo lógico a nova geografia utilizou de técnicas estatísticas para regionalizar as porções da superfície. Nesse rumo, as similaridades e as diferenças entre as áreas foram realizadas a partir da  utilização de  um conjunto técnico-estatístico  que permitisse mensurar os lugares e definir uma divisão regional. Foi uma espécie de “Geografia Estatística”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 CARVALHO,  Gisélia Lima. Região: A evolução de uma categoria de análise  da GeografiaBoletim Goiano de Geografia, volume 22, n° 01, jan./jun. de 2002.
 CORRÊA, Roberto Lobato. Região e Organização Espacial. São Paulo: Ática,1986.
COSTA, Fábio Rodrigues da; ROCHA, Márcio Mendes. Geografia: Conceitos e paradigmas – apontamentos preliminares. Revista Geomae. V.1 N. 2, p 25-56, Jun-dez, 2010.
MORAES, A.C.R. Geografia: pequena história crítica, 20a ed. São Paulo, Annablume, 2005.

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Concluindo a série de post’s relacionados à temática acerca dos conceitos geográficos no decurso histórico geográfico, esta postagem tem o objetivo de destacar como estes conceitos se comportaram diante do desenvolvimento de correntes de cunho crítico.

Ocorreram grandes revoluções nas ciências em geral nos períodos pós guerras. A Geografia foi um dos vários campos que passaram por intensos debates internos quanto aos objetos e objetivos de análise. A partir da década de 1970 a Geografia passou por grandes processos de renovação e as correntes críticas, principalmente de base marxista e fenomenológica, passaram a questionar a realidade social, propondo mudanças com a finalidade de promover a formação de uma sociedade mais igualitária e justa.

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A Geografia de influência marxista foi denominada de “crítica” frente aos ideais da nova geografia, assim como à realidade social e, foi denominada de “radical” no sentido de propor transformações na sociedade. Fundamentada em pressupostos marxistas, opõe-se à concepção idealista da história,  elencando uma série de novos temas, chamados de categorias, que servirão à análise geográfica.

Assim sendo, surge uma nova interpretação do que seria a região. Segundo Carvalho (2002), no que diz respeito à esse conceito, uma nova geografia regional foi se estruturando a partir de então, primando pelos temas históricos e culturais. Ainda como conseqüência dessa leitura o conceito de região, a compreenção das contradições do espaço imposta pela concentração do capital, acabava resultando na maior diferenciação das áreas, acentuando, desta forma, o processo de regionalização.

Na perspectiva fenomenológica, acrescenta-se à  Geografia a dimensão psicológica na análise espacial Geográfica. Carvalho (2002) destaca, no entanto que existem diferenças entre os distintos ramos da Geografia Fenomenológica a partir dos fundamentos filosóficos: Geografia Humanística e a da percepção  ou do comportamento. A referida autora afirma que a Geografia Humanística, tem como fundamentos filosóficos a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e o idealismo, diferentemente das outras duas que têm como base de apoio o positivismo, portanto, mesmo que possam ser consideradas uma renovação, segundo ela, não podem ser inseridas na vertente crítica.  Ainda merece destaque, que ao considerar os aspectos do espaço vivenciado essas outras duas correntes de pensamento acabam por construir muito mais um “pensamento romântico” privando aos interesses do indivíduo, do que propriamente uma ferramenta de transformação deste espaço.

Trabalhando a questão referente a conceituação de Espaço, merece destaque as conceituações de Santos (1988) afirmando que o espaço é resultado da ação dos homens sobre o próprio espaço intermediados pelos objetos naturais e artificiais. sendo o Homem um ser ativo, no qual com o uso da tecnologia transforma esse espaço.  Visão semelhante apresentada por Corrêa (1986) que utiliza o termo organização espacial na sua análise. O espaço é entendido como espaço social, vivido, em estreita correlação com a prática social.

No que se refere ao território Santos (2005) apud COSTA & ROCHA (2010) afirma que ele constitui-se como um todo complexo onde se tece uma trama de relações complementares e conflitantes. SANTOS (1988) propõe uma nova maneira de ver a região, entrelaçando fenômenos materiais e não materiais, envolvendo uma ampla gama de fenômenos sociais que ali existem e criam diferenciações.

A paisagem ganha uma nova abordagem aos olhos da fenomenologia, apresentando características subjetivas, como é o caso da interpretação de Corrêa (2003), que compreende como um produto da ação do homem ao longo do tempo constituída de valores, crenças e uma dimensão simbólica. Quanto a visão mais voltada ao Materialismo Histórico Dialético, cabe refletir a colocação de SANTOS (1988), onde é procurado diferenciar paisagem de espaço. SANTOS expôs sua ideia de complexidade do espaço e da possibilidade da leitura da paisagem como uma fotografia. Apesar dessa diferenciação, segundo ele a Paisagem unida ás relações sociais seriam as responsáveis pela formação do espaço geográfico.

 O conceito de lugar aos olhos da fenomenologia é o conceito chave, compreendido com o espaço vivido. É onde a vida  se  realiza, está carregado de afetividade e significado, tendo foco nas relações entre o sujeito  e o  espaço.  Ainda a respeito da concepção de  lugar, dentro da geografia crítica, passou-se a valorizar mais as questões políticas e econômicas, principalmente nas vertentes próximas ao Marxismo, ao tratar do conflito de classes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 CARVALHO,  Gisélia Lima. Região: A evolução de uma categoria de análise  da GeografiaBoletim Goiano de Geografia, volume 22, n° 01, jan./jun. de 2002.
 CORRÊA, Roberto Lobato. Região e Organização Espacial. São Paulo: Ática,1986.
COSTA, Fábio Rodrigues da; ROCHA, Márcio Mendes. Geografia: Conceitos e paradigmas – apontamentos preliminares. Revista Geomae. V.1 N. 2, p 25-56, Jun-dez, 2010.
MORAES, A.C.R. Geografia: pequena história crítica, 20a ed. São Paulo, Annablume, 2005.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado, fundamentos Teórico e metodológico da geografia. Hucitec.São Paulo 1988.

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