A Música brasileira depois de 1960

Esse Post faz parte da série de post’s destinadas a descrever um pouco da história da música no Brasil.

Autor: Lourenço Fabrino, “Luringa”/flickr: <http://www.flickr.com/people/luringa/&gt;. Disponível em: <http://www.flickr.com/photos/luringa/4902395644/&gt; Acesso em 24 dez. 2011.

Já falamos anteriormente do período da descoberta do Brasil até o surgimento da Jovem Guarda. Agora fixaremos da década de 1960 pra frente. E, uma coisa eu te garanto:  da década de 1960 até hoje muita água passou por debaixo da ponte, ou melhor muito som já rolou pelos holofotes.

Na década de 1960 o Bossa Nova foi apresentado aos norte-americanos, que aceitaram bem essa proposta musical, porém  no Brasil essa história não rolou. Houve também nesse período a criação do termo MPB. Eu, particularmente não considero propriamente apto o termo MPB, pois ele, na minha opinião, representou e representa até hoje uma cultura bastante elitizada[me corrija e me prove se não concordar].

Uma década depois surgem os famosos bailes Funk no Rio de Janeiro. No ápice do regime militar, o nacionalismo tomou conta. “Os incríveis” chegaram a gravar o Hino Nacional, pra você ter uma idéia. Raul Seixas [em breve tem  lançamento de documentário sobre ele] , sucesso incontestável! Metamorfose ambulante, Há dez mil anos atrás, Rock das Aranha….Por outro lado temos também os brasileiros norte-americanisados que fizeram sucesso. São desse time: Light Reflections, Tony Stevens, Cristian e Dom Eliot, da dupla Cristian & Ralf, Gretchen entre vários outros.
Na década de 1980 ocorre a busca por uma nova onda de Pop e Rock. Resultado: Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Barão Vermelho, Ultraje a Rigor (assisto eles hoje na Band), Engenheiros do Hawai, entre outros. Ganhou força nesse período também a lambada que se tornou uma febre temporária (resultando inclusive na realização de filmes) desenvolvimento acelerado do axé (Asa de águia, Chiclete com banana, Banda Eva, É o Tchan,…) e surgimento do Hip Hop e do Rap.
A partir de 1990, cerca de 80 % de tudo que se ouvia ou vendia era música brasileira. Passamos pelo domínio do pagode (Só pra contrariar, Negritude Jr,…), axé, música sertaneja (Zezé di Camargo & Luciano, Leandro e Leonardo, Chitãozinho e Xororó, …), a febre do Remix com todo mundo achando que é DJ, os padres carismáticos surgem como um fenômeno (Padre Marcelo Rossi) e o exemplo é seguido por bandas e cantores evangélicos, além de termos os primeiros indícios de uma espécie de sertanejo pop, além do Rap ganhar mais espaço (Thaíde & DJ Hum, MC Racionais, Gabriel o Pensador,…).
Os anos posteriores são marcados pelos avanços na tecnologia fonográfica brasileira, juntamente com a popularização das rádios e, nos últimos anos a consolidação das mídias digitais e internet vindo a favorecer a consolidação da música popular.

Autor: Instituto Voz Cultura e Conhecimento. Site: <http://ivoz.org.br/>Fonte: <http://www.flickr.com/photos/institutovoz/5004332701/&gt; Acesso em 23 dez. 2011.

E Hoje? Atualmente a música está presente em praticamente todos os lugares e, é a maior das indústrias culturais do mundo. No Brasil as mídias mais comuns atualmente são o rádio nos seus mais diferentes formatos, televisão, celular, mp3, videogames computador e outros tantos que vão surgindo em nosso cotidiano. Nas escolas, empresas, prédios, casas, ocas, onde quer que esteja, a música encontra permeabilidade. Desculpa é o que não tem para ficar sem ouvir música!
Antes de terminar esse post é interessante deixar alguns questionamentos em aberto. Você acha que a história pode se confundir com a cultura? Se existe, qual a maneira mais correta de se traçar essa historiografia? Como você vê a qualidade musical hoje? Fica em aberto esses e outros questionamentos, além é claro para a críticas e sugestões.

Referências utilizadas para escrever este Post.

Leia Também:

Introdução – Dos Tupinambás aos DJ’s. Qual a história da música Brasileira?

Texto 1 –  Origem da música popular no Brasil: Das músicas tribais à Jovem Guarda

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