As correntes do pensamento geográfico em 10 minutos

Logografismos / Leonel Estrada. Foto: Luiz Perez. Disponível em:  Acesso em: 06 mar. 2013.

Logografismos / Leonel Estrada. Foto: Luiz Perez. Disponível em: Acesso em: 06 mar. 2013.

Tudo começou com a organização de todo conhecimento que existia até então. Isso aconteceu em meados do século XIX, com Humboldt e Ritter.

Determinismo Ambiental

Foi o primeiro paradigma a caracterizar a geografia que emerge no final do século XIX, na Alemanha. Principal representante: Friedrich Ratzel. Concepções defendidas: As condições naturais determinam o comportamento do homem, interferindo na sua capacidade de progredir. Ratzel cria conceitos como: espaço vital, região natural, fator geográfico e condição geográfica.

Possibilismo

Surge ao fim do século XIX, na França. Principal representante: Paul Vidal de La Blache. Concepções defendidas: Procurou abolir qualquer forma de determinação, adotando a ideia de que a ação humana é marcada pela contingência. A natureza é considerada como fornecedora de possibilidades para que o homem a modificasse.

Método Regional

Vem contrário ao Possibilismo e ao Determinismo. Nele, a diferenciação de áreas é vista através da integração de fenômenos heterogêneos em uma dada porção da superfície da Terra. Focalizando assim o estudo de áreas e atribuindo à diferenciação como objeto de geografia. A partir dos anos 40 essa corrente ganha importância com raízes em  Alfred Hettner e Hartshorne.

Nova geografia

Surge após a 2.a Guerra Mundial com o objetivo de justificar a expansão capitalista, assim como dar esperanças aos “deserdados da terra”. Concepções defendidas: utilização do método positivista lógico (Neopositivismo), utilizando-se para isso de técnicas estatísticas.

Geografia Crítica

Surge após a década de 1970 em oposição ás correntes anteriores, com intenção de participar de um processo de transformação da sociedade. Esse paradigma repensa a questão da organização espacial, herdada basicamente da nova geografia. Trata-se, no caso, de ir além da descrição de padrões espaciais, procurando-se ver as relações dialéticas entre formas espaciais e os processos históricos que modelam os grupos sociais.

Referências

CORRÊA, Roberto Lobato. Região e Organização Espacial. São Paulo: Ática, 2000.
MORAES, A.C.R. Geografia: pequena história crítica, 20a ed. São Paulo, Annablume, 2005.
COSTA, Fábio Rodrigues da; ROCHA, Márcio Mendes. Geografia: Conceitos e paradigmas – apontamentos preliminares. Revista Geomae. V.1 N. 2, p 25-56, Jun-dez, 2010. [LINK]
CARVALHO, Gisélia Lima. Região: A Evolução de uma Categoria de Análise da Geografia. Boletim Goiano de Geografia, volume 22, n° 01, jan./jun. de 2002. [LINK]

26 comentários sobre “As correntes do pensamento geográfico em 10 minutos

    • A renovação do pensamento geografico no século XX, ao mesmo tempo ,inova e retomadas conhecimento e formas de pensar . Algumas abordagens vão propor formas novas de se conceber o objeto de pesquisa e o método, em quanto outras vão retornar os fundamentos técnicos como saída científica .sobre esta perspectiva, escreva sobre as três escolas de geografia atuais ,apontando suas inovações e retomadas, especialmente na maneira de conceber o objeto de pesquisa

    • Letícia, ainda não tinha visto nada sobre essa “Geografia Pós Moderna”. Parece ser uma proposta que ainda não é consenso entre os Geógrafos. Os professores já haviam falado sobre Paulo Cesar da Costa Gomes, Soja,…mas ainda nada sobre uma nova corrente de pensamento. Obrigado pela dica, assim que possível vou ver sobre esse assunto e atualizo o texto. Abraço.

    • Valdir, vamos tentar melhorar:
      – No Determinismo a Natureza determina as ações do homem;
      – no Possibilismo a Natureza fornece possibilidades para as ações do homem;
      – no método regional tudo é estudado por regiões que tem alguma coisa em comum(divisão de um espaço);
      – na nova geografia a gente tem uma Geografia- matemática, onde tudo pode ser mensurado em algum valor numérico;

      Nesses quatro anteriores, de forma direta ou indireta acabava por refletir os interesses dos grupos dominantes que usavam essa ciência para legitimar seus interesses.

      – Na Geografia crítica, temos uma ciência que procura fazer o individuo pensar criticamente o espaço e a sua atuação sobre ele.

      Tomara que você não continue boiando e comece a nadar. Abraço!😀

  1. MUITO BOM ESTE RESUMO, ME AJUDOU MUITO! ESTAVA A PRUCURA DAS CORRENTES DE PENSAMENTO GEOGRÁFICOS PARA RESPONDER UM FORUM DO MEU CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA, MAIS NÃO ESTAVA ENCONTRANDO UM CONTEUDO RESUMIDO E DE FÁCIL COMPREENÇÃO! PARABENS!!! E MAIS UMA VEZ, OBRIGADO!

  2. Muito bons os textos Jonas, e a preocupação em esclarecer as dúvidas! Parabéns pelo excelente material. Me ajudou bastante na compreensão da História do Pensamento Geográfico! Abraço!

  3. Muito obrigado pela participação Carimo Inacio Lumanga, Regilson Dias, Gessiane Medrado Rodrigues, Diego Silva, Junior Rebelo e Telema Holsbach da Cunha Junior. Espero que o texto lhes tenha sido útil. Espero continuar contando com a participação de vocês. Abraço!

    • Oi Valeria, primeiramente peço desculpas pela demora na resposta,
      Segundo Antonio Carlos Robert Moraes (Geografia- Pequena História Crítica) o autor com a crítica mais radical foi Ives Lacoste (A Geografia serve, antes de mais nada, para fazer a Guerra). Além dele, se destacam Jean Dresch, Pierre George, B. Kaiser, R. Gublielmo, os brasileiros Josué de Castro e Milton Santos. Espero poder ter ajudado.😉
      Abraço.

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