Parque do Lago de Mamborê: um pouco de história

Tribuna do Interior, 26/02/2002. Fonte: Arquivo da Biblioteca Pública Municipal de Mamborê/PR.

A proposta de implantação do Parque Municipal em Mamborê teve início em meados de 2002, a partir de um convênio firmado entre o município e o governo do Estado do Paraná. Inicialmente, segundo informações obtidas em Jornais locais, a preocupação principal do Poder Público na justificativa da proposta era o fato da “falta de local apropriado para que as pessoas pudessem realizar suas caminhadas, além de servir de uma ampla área de lazer para a população em geral” (Tribuna do interior, 26/02/2002).

    No final do ano de 2007, a administração municipal reiniciou a captação de recursos e inicia de fato as obras de construção do parque.  Esta proposta visa implementar uma área verde de lazer na entrada do município de Mamborê- PR com cerca de 135 mil metros quadrados, tendo como limites a rodovia de acesso á BR 369, a Avenida Abel Desidério de Araújo e a Avenida Augusto Mendes dos Santos, por onde tem-se o acesso ao parque. A idéia inicial é de que as obras do projeto de construção do Parque do Lago se consolidem como uma área de lazer composta por lago, pista de caminhadas, Centro de Eventos e paisagismo. Neste espaço havia um almoxarifado e um barracão da prefeitura e pequenas propriedades ao entorno. Inclusive uma das justificativas apontadas pelo poder público recai sob o fato da região onde o parque está sendo implantado  estar em processo de degradação ambiental e, com a conclusão dessa obra haveria recuperação da área além de proporcionar uma visão paisagística adequada aos moradores de Mamborê. Outra justificativa quanto à implantação do parque urbano refere-se que Mamborê apresentar certa carência de lazer a população e, o Parque do Lago poderia contribuir com a qualidade de vida do município.
Ao analisar os projetos de construção das etapas da obra, percebemos que ainda restam dúvidas. No projeto inicial segundo informações fornecidas por responsáveis pelo setor de planejamento do município, o modelo do parque foi baseado no parque do Ibirapuera-SP. Porém, durante a construção da obra ocorreram pequenas transformações, dente elas destacamos à alteração no desenho do estacionamento e das pontes que se localizariam no lago. Além destes foi incluído posteriormente uma Academia da Terceira Idade.
O cronograma original prevê que o projeto seja executado em cinco etapas: a drenagem do terreno (1ª etapa), a formação do lago (2ª etapa), construção da pista de caminhada (3º etapa), Centro de Eventos (4ª etapa) e paisagismo (5ª etapa). Atualmente a obra está na terceira etapa. A primeira etapa teve início em novembro de 2007 e concluída em meados de Maio de 2008 com a drenagem do terreno. Essa drenagem teve por finalidade garantir o isolamento do lago das águas das chuvas, provenientes da pista de caminhada, da rodovia ou de outras edificações existentes no parque.      A segunda etapa iniciou–se com a instalação de pedras e telas pelo método gabião (ao mesmo tempo ocorreu início a construção das bases das pontes em concreto, sendo que até a edição deste artigo apenas um dos lados da ponte estava totalmente concluído.
Durante o período de execução da 1ª e 2ª etapa, a administração municipal e a população local realizaram algumas atividades relacionadas à educação ambiental que merecem destaque: houve uso deste espaço por parte de escolas do município com o intuito de abordar as temáticas relacionadas à educação ambiental: reflorestaram-se as margens do Rio Ribeirão Mamborê em setembro de 2009, lançaram-se peixes no lago em junho de 2010 e foram realizados eventos visando a pesca.
Os parques urbanos no mundo
A implantação de parques urbanos no mundo surgiu a partir do século XIX abrigando vários usos e funções que as sociedades foram lhe conferindo ao longo do tempo e assumindo uma espécie de plurifuncionalidades que variavam de acordo com a complexidade histórico-urbana.
O viver urbano implica o contato constante com atividades comerciais e industriais, provocando o famoso “Stress urbano”. A realidade mamboreense retrata uma ótica semelhante. A população urbana vem crescendo timidamente ano a ano (em relação a área rural) e os locais destinados à prática de lazer e atividades físicas se mostram meio que escassas. A instalação do Parque urbano municipal traz novas perspectivas quanto ao desenvolvimento do setor de turismo no município além de trazer um novo cenário destinado à prática de lazer e atividades esportivas. Além dos fatores que trouxeram benefícios devemos destacar também a valorização fundiária ao entorno deste importante equipamento urbano, tornando a área alvo de especuladores imobiliários.

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O Parque do Lago de Mamborê-PR: Retrospectiva por imagens

Artigo: “O Parque do Lago de Mamborê–PR e sua Interferência na Dinâmica Urbana”

Como surgiram os primeiros parques urbanos?

REFERÊNCIAS
BOVO, Marcos C. Áreas Verdes Urbanas, Imagem e Uso: Um Estudo Geográfico Sobre a Cidade de Maringá – PR. Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências e Tecnologia – Presidente Prudente Programa de Pós – Graduação Em Geografia Área de Concentração: Produção Do Espaço Geográfico.  Presidente Prudente, 2009
Folha Popular, Mamborê 2ª quinzena de fevereiro 2002.
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LOBODA, C. R. & DE ANGELIS, B. L. D. Áreas Verdes Públicas Urbanas: Conceitos, Usos e Funções.  In: Revista Ambiência, v.1 n.1 p. 125-139, Guarapuava, jan./jun. 2005.
Mamborê vai ganhar parque municipal. Tribuna do interior. Terça – feira, 26/02/2002. Caderno cidades
MEUNIER, Isabelle Maria Jacqueline. Percepções e expectativas de moradores do grande Recife- PE em relação aos parques urbanos. REVSBAU, Piracicaba-SP, v. 4, n. 2, p.35-43, 2009.
OLIPA, Vilson. História de Mamborê. (Mamborê, s.n), 1998.
SCALISE, Walnyce  Parques Urbanos – Evolução, Projeto, Funções e Usos. In: Revista da Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Tecnologia. Vol. 4 Nº 1 Out. 2002. Disponível em: Acesso em: http://www.unimar.br/feat/assent_humano4/ parques.htm acesso em: 29 mar. 2011.
SILVA, LUCIENE DE J. M. DA. Parques Urbanos: A Natureza na Cidade -uma análise da percepção dos atores urbanos. UnB-CDS, Mestre, Gestão e Política Ambiental, 2003. Dissertação de Mestrado – Universidade de Brasília. Centro de Desenvolvimento Sustentável.
SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade: uma introdução crítica ao planejamento e à gestão urbanos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

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