Áreas verdes urbanas: Parque do Ingá

* Série: Um estudo da dinâmica urbana: o caso de Maringá/PR

O Parque do Ingá é de propriedade da Prefeitura Municipal de Maringá desde o desenho inicial da cidade, quando tinha sido denominado Bosque 1. A área foi  declarada de preservação permanente em 1990, pelo artigo 174 da Lei Orgânica do Município. O Parque do Ingá que é um remanescente urbano da Floresta Estacional Semidecidual, correspondente à Mata Atlântica, foi planejado para ser um referencial histórico da mata nativa. A partir de 1971, esta reserva passou a ser considerada um espaço recreativo de maior  relevância para a cidade de Maringá-PR por dispor em sua área de 47,43 ha, além do seu dossel florístico, uma infraestrutura que atende um número significativo de visitantes do município e região. Em 1990 passou a ser considerado uma Área de Preservação Permanente.

Localização do Parque Ingá. Foto satélite: Google Eath, 2009.

Ao visitarmos o Parque do Ingá, constatamos logo de início que o mesmo encontrava-se fechado ao público. Segundo informações obtidas através do site da Prefeitura municipal de Maringá isso se deve a ampla reforma que está sendo realizada naquele ambiente. As reformas, aliás, foram paralisadas depois de detectadas mortes  de macacos causadas pelo Herpes vírus comum em humanos. À princípio havia o medo de se contaminar os trabalhadores por isso as obras foram paralisadas.

Importância das áreas verdes: Breves considerações

Iniciando alguma discussão teórica cabe ressaltar a importância destas áreas verdes nos espaços urbanos. Elas representam uma forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas e do ambiente em sua volta, ajudam no controle térmico, no bem-estar da população, além de oferecer práticas de lazer.
Os parques não devem ser considerados apenas áreas de lazer, mas também como uma espécie de encontro com a natureza, uma maneira de ‘quebrar  o gelo’ da monotonia diária e melhorar a qualidade de vida dos espaços urbanos através da purificação do ar através destes verdadeiros  “pulmões modernos”.

O Parque do Ingá

Apesar de toda beleza e funcionalidade que buscam esta integração do homem e da natureza, este espaço apresenta alguns problemas. Estes foram apontados por AMORIM E BOVO (2009). Além dos problemas internos, tem se também forte nível segregacional ao entorno do Parque Ingá. Devido à presença de diversos equipamentos ao entorno, além da própria presença do parque do Ingá, os preços de terrenos próximos ao parque são bastante elevados.
Então, considerando as ideias de CORRÊA como aplicáveis à realidade urbana maringaense fica evidente a relação entre o poder público e as classes dominantes. Os melhores equipamentos urbanos ficam em uma área de classe social mais elevada, no caso o parque do Ingá. MARCATTI traz-nos  uma ideia com significado semelhante à proposta por CORRÊA, porém mais clarificada  do por que da segregação ocorrer em determinados espaços dentro da cidade.
Com essa ideia final, fica claro o porque do existir preços mais elevados na área ao entorno do Parque Ingá. A presença de equipamentos urbanos diversos tais como áreas de lazer, de comércio, de serviços fazem com que a área tenha ampla acessibilidade e, isso pelo menos em partes justifica o preço da terra e amplia o nível segregacional no espaço urbano.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Carlos Roberto Monteiro de & CORDOVIL,  Fabíola Castelo de Souza.   A cidade de Maringá, pr. O plano inicial e as “requalificações urbanas”. Scripta Nova  REVISTA ELECTRÓNICA DE GEOGRAFÍA Y CIENCIAS S    OCIALES. Vol. XII, núm. 270 (53) Disponível em: <LINK> acesso em: 25 nov. 2009.
  • CORRÊA, Roberto Lobato. O espaço urbano. Ática, 1989.
  • BOVO, Marcos Clair & AMORIM, Margarete Cristiane de Costa Trindade. Efeitos positivos gerados pelos parques urbanos: um estudo de caso. Entre o parque do Ingá e o parque Florestal das Palmeiras no Município de Maringá/PR. In: XIII Simpósio Brasileiro de Geografia Física Aplicada. A geografia física aplicada e as dinâmicas de apropriação da natureza. Viçosa, MG, 2009. Disponível em: <LINK>  acesso em 27 nov. 2009.
  • PICOLI ,Samira Soledad Gongora & BORGES,  Leonir.  Maringá: a cidade rotulada como “cidade verde.” Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, Vol. 1, No 1 (2008) <LINK> acesso em: 22 nov. 09.
  • Prefeitura municipal de Maringá. Pontos turísticos <LINK> acesso em 20 nov. 2009.

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