Análise geográfica: digital X manual

Ao realizar análises geográficas é comum observarmos a quantidade de ferramentas manuais e digitais disponíveis. Nesse primeiro semestre estivemos trabalhando com a bacia hidrográfica do Rio Gavião que encobre território dos municípios de Mamborê e Luiziana (PR) abrangendo uma área de mais de 170 Km². Na caracterização hidromorfológica do Rio Gavião foram trabalhados em sala de aula uma diversidade de conceitos e técnicas de forma a abranger o máximo de informações para análises geográficas coerentes.

Bacia hidrográfica do Rio Gavião (Mamborê e Luiziana- PR)

Print da tela com a delimitação da Bacia hidrográfica do Rio Gavião (Mamborê e Luiziana- PR)

ETAPAS DE ESTUDO

Primeiramente foram obtidas as cartas topográficas de Luiziana e Mamborê no site do Instituto de Terras Cartografia e Geociências do Estado do Paraná.

Carta

 A primeira etapa contou com atividades manuais (papel transparência, milimetrado, curvímetro, carta impressa, régua e calculadora) em sala de aula onde foram obtidos dados da área total, comprimento, relação entre estes dois primeiros dados, cálculo da forma da bacia. Em seguida foi obtida a quantificação de rios de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª ordem para então serem aplicados cálculos que possibilitaram obter a densidade de drenagem, de rios e coeficiente de manutenção. Acompanhando as atividades manuais, utilizamos ainda o meio digital para obtenção dos dados básicos que possibilitariam a obtenção dos mesmos índices. Para isso foi utilizado o software livre SPRING em sua versão para o Sistema operacional Ubuntu.

DIGITAL X MANUAL. O QUE É MELHOR?

Com a atividade realizada pode-se perceber a precisão dos dados obtidos quando se trata da utilização de ferramentas digitais. Tal fato se confirmou quanto à identificação dos canais de primeira ordem de maneira manual, pois como eram pequenos traçados na carta, muitos acabaram sendo confundidos com divisas ou estradas rurais. Quando se trata da utilização digital da carta, a nitidez e a possibilidade de aproximação da imagem, garantem a não exclusão de canais e a obtenção da localização e extensão exata dos canais fluviais distribuídos na bacia.

No caso da Bacia hidrográfica do Rio Gavião o cálculo de área obtido de modo manual foi quase 3% inferior ao obtido digitalmente e o comprimento dos canais obtidos por meio manual foi pouco mais de 20% inferior ao do SPRING.  Não deve se ignorar, no entanto, a aplicação de metodologias manuais, pois se bem aplicadas, fornecem dados com níveis de precisão que permitem adoção de práticas de manejo adequadas ao ambiente estudado.

* Texto editado com base em trabalho escrito por:  Edson Batista dos Santos e Jonas Henrique M. de Lima.

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